Eventos

Entrada Artigos Sociedade Grande Écran
Grande Écran PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Avaliação: / 0
FracoBom 
Escrito por Carlos Ventura   
Terça, 03 Junho 2008 15:45

in revista Natural BeijaFlor
2005 abril

          A minha geração cresceu com o apogeu do cinema da mesma forma que as posteriores cresceram com o predomínio da televisão. Em jovem fui sócio do CCUL-Cine Clube Universitário de Lisboa, onde eu e milhares de jovens nos anos sessenta e até ao 25 de Abril aprendemos a ver cinema. Apesar das proibições, dos cortes da censura que truncavam as películas, das sessões proibidas e interrompidas a meio, o neorealismo italiano, a nova vaga francesa, o novo cinema português, o cinema japonês, Bergman, os grandes clássicos passaram por lá com folhetos retrospectivos, introduções, debates e discussões acaloradas em que a nossa visão crítica e a nossa cultura se cultivaram e criaram alicerces. Desses tempos me ficou que um dos meus grandes prazeres culturais continua a ser a leitura de boas críticas de cinema, na tradição que os Cahiers du Cinema fundaram e que formaram escola em Portugal. A sétima arte, a arte do século XX, que da técnica faz poesia, a fábrica de sonhos, de histórias e de aventuras é inerente à sala escura onde um feixe de luz transforma uma tela branca num caleidoscópio de vida. Mas quando monumentos como Apocalypse Now, O Mundo A Seus Pés ou o actual One Million Dólars Baby/Sonhos Perdidos são vistos no pequeno écran, quer dizer, na televisão, a grandiosidade esbate-se e as grandes histórias têm diminuída a sua dimensão na banalidade da caixa a que as telenovelas também acedem. Apesar dos cinemas continuarem a perder clientes, há salas com excelentes condições visuais e acústicas, portanto - viva o cinema!

 

Subscreva Newsletter

Medicinas Não Convencionais


Receber em HTML?