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O Zero e o Infinito e Koestler PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Avaliação: / 11
FracoBom 
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 09 Junho 2008 20:55

in revista Natural BeijaFlor
2005 outubro

          Arthur Koestler nasceu há um século, em 1905, em Budapeste. Apesar de actualmente não ser muito lido, a sua intervenção foi marcante no levantar do véu das contradições da evolução do movimento comunista no século XX. Será bom não esquecer que muitas das mais brilhantes e generosas pessoas dessa época deram o melhor de si e até as vidas ao ideal comunista, e de entre elas uma larga percentagem nunca percebeu ou assumiu o beco sem saída a que o poder soviético conduziu aqueles ideais. Não foi o caso de Koestler, que bastante antes do pacto germano-soviético já se apercebera que o regime estalinista degenerara para uma farsa grotesca. O seu livro O Zero e o Infinito (com o título original Darkness at Noon, 1940, teve a primeira edição em português pela Livraria Tavares Martins em 1947) é a tragédia do militante quando vislumbra que  a revolução começou a devorar os seus filhos em vez de os alimentar. É preciso dizer que Koestler foi, ele próprio, filiado no partido comunista desde os seus 25 anos e o seu primeiro livro, O Testamento Espanhol, relata a sua experiência na guerra civil espanhola. Nele diz, textualmente: "Nenhum dos personagens desta narração é imaginário." Nos livros que se seguiram continuamos a ver a sua experiência de repórter elaborada em grandes romances, dos quais destaco Spartacus, fresco em que a problemática que principalmente ocupou o autor continua a ser debatida: a libertação -individual e colectiva- é possível? Nesse processo que contradições irresolúveis aparecem entre os interesses e as aspirações do Homem e da sociedade?

Noutro contexto, noutra época, noutro século e longe da ameaça de totalitarismos continuamos a pôr-nos as mesmas questões.

 

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