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Os Marcianos Atacam no Verão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Avaliação: / 1
FracoBom 
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 09 Junho 2008 20:42

in revista Natural BeijaFlor
2005 setembro

          Fui ver "A Guerra dos Mundos" com os meus filhos. E bem, porque este filme é uma celebração da família, da unidade, do reencontro, da descoberta da responsabilidade, da angústia perante a possibilidade de extermínio da prole e da luta até às últimas consequências pela sua defesa. Logo no início do filme, nós vemos a emergir dos subterrâneos de um bairro operário monstros que lá estiveram escondidos e que destroem o bairro e ameaçam destruir a humanidade. "São terroristas?" pergunta a criança. Os tempos em que vivemos são de ameaças escondidas, que quando se revelam são massivamente mortíferas. O pai atravessa o país invadido com a filha nos braços, defendendo-a de tudo e de todos e quando chega ao bairro rico de Boston verifica que está tudo incólume e os ricos abrem a porta sem um cabelo fora do lugar. Os pobres já têm a ignorância, a falta de higiene e de conforto, mais doenças e menos esperança de vida (o pai operário torce o nariz quando os filhos educados pelo herdeiro rico encomendam comida natural em vez de fast food). É claro que quando houver extraterrestres a invadir-nos, eles vão atacar os pobres e deixar os ricos em paz. Sorrimos com Spielberg. A ironia fina sempre foi uma das características dos seus filmes. Mas enquanto o E. T. e os Encontros Imediatos eram filmes de confiança e de irmandade com o universo, este é de ameaça letal. Estarão os marcianos dentro de nós?  

 

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