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FracoBom 
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 09 Junho 2008 20:12

in revista Natural BeijaFlor
2005 agosto

          Há três meses, o meu filho revelou-me algo que talvez se passe nas cabeças de muitas crianças e que os mecanismos de compreensão dos adultos sublime e converta de outra forma mas pelas mesmas razões. Enquanto falávamos de outras coisas e sem pretexto que eu tivesse percebido, disse-me ele: "quando eu era pequeno (ele tem onze anos) julgava que as pessoas da televisão eram feitas no computador". Não percebi. Eu ia a conduzir, olhei-o pelo retrovisor mas a cara dele não transmitia o alçapão que acabava de me abrir. Pedi-lhe para me explicar melhor. E percebi que ele assumia que naquela caixa televisiva claramente não podia haver pessoas e portanto a explicação que ele tinha encontrado era que as pessoas que lá apareciam eram construídas algures, sendo o computador a "fábrica" que lhe apareceu como a mais óbvia. Porém, para mim havia um problema lógico neste raciocínio explicativo. Desde pequeno que ele se habituara a ver-me na televisão, entrevistado por ou a dialogar com pessoas que - estava eu a descobrir naquele momento - o meu filho assumia que eram fabricadas em computador... Então e eu? Eu, ele sabia que eu era real, não fabricado por um qualquer computador. Mas ele explicou isso também: a mim eles copiavam-me. Não me inventavam mas copiavam-me, o que, devo dizer, também não me deixou muito confortável (confesso que a hipótese de uma cópia minha andar por aí a dar entrevistas nos telejornais me arrepiou um bocado). Mas não dei parte de fraco, sorri e perguntei-lhe há quanto tempo ele tinha descoberto que não era assim. Não sabia exactamente, mas já lá iam "uma data de anos!". Não lhe disse, mas a mim, sinceramente alguns personagens que povoam certos reality shows também não me parecem lá muito reais - eu sei que não são construídos num computador, mas serão pelo menos inventados por alguma agência de publicidade e imagem...

 

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