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Lisboa sem bússula PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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FracoBom 
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 09 Junho 2008 12:54

in revista Natural BeijaFlor
2005 maio

          Domingo dia 17 de Abril ia dar aulas na Universidade Independente e combinei ir buscar um colega que também para lá ia. Peguei portanto no carro e de Sete Rios tomei a direcção da Estefânia. Chegando ao Campo Pequeno havia um inusitado engarrafamento e um cordão de polícias encaminhava todos os carros para a Avenida de Berna em direcção à Praça de Espanha. Um deles, interrogado sobre como se iria para a Estefânia, disse para duzentos metros depois virar à esquerda. Mas nesse ponto, um outro proibia terminantemente a viragem. Continuámos pois (im)pacientemente a direito na única direcção possível -  Praça de Espanha. Lá chegados (o engarrafamento era cada vez maior e mais barulhento) seguimos o rebanho de milhares de carros, contornámos a praça com o objectivo colectivo de seguir para o Campo Pequeno ou para a Avenida António Augusto de Aguiar. Mas não. O único caminho era de novo para Sete Rios ou para o Hospital de Santa Maria! Ninguém sabia o que estava a fazer, para onde ia ou como chegar ao destino. Todos cumpríamos ordens, polícias e cidadãos, mas estes sentiam-se defraudados na sua liberdade de movimentos por uma organização que não tinha planeado como resolver uma situação de corte de certas vias (só mais tarde percebi que eram as comemorações do aniversário do ex-maratonista Carlos Lopes), criando o caos e sérios prejuízos a muitos milhares de pessoas. Mais uma vez, falta de planificação e desrespeito por parte do Estado para com os cidadãos, postos perante factos consumados, sem solvência e sem alternativa. Em Portugal, a democracia nascida há três dezenas de anos nesse mesmo mês de Abril ainda é jovem e seguramente tem muito que crescer.

 

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