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Naturopatia Clássica e Moderna-I PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Carlos Ventura   
Quarta, 02 Julho 2008 20:32
in revista Natural BeijaFlor
2007 junho

NATUROPATIA CLÁSSICA E MODERNA -I

Há dois meses prometi explicar o que diferencia (e o que une) a naturopatia clássica e a moderna. Esta é a primeira parte dessa explicação, que completarei no próximo artigo. Comecemos por dizer que actualmente estas diferenças não são perceptíveis ao leigo. É verdade que a saúde natural está presente no nosso país desde a época que nasceu na Europa, ou seja, desde o século XIX. Mas é verdade que também podemos dizer que, por outro lado, as medicinas não convencionais são na actualidade uma área emergente, que só depois do 25 de Abril ganhou expressão pública no nosso país e só nos anos oitenta iniciou o crescimento exponencial quanto ao número de profissionais. Isto quer dizer que a existência de uma classe profissional de naturopatas em Portugal é recente - tem um quarto de século. Mas neste curto período tem crescido exponencialmente e de forma descontrolada.

Até 1974, os naturopatas contavam-se pelos dedos de uma mão. Os maiores destes nomes foram Indiveri Colucci e José Lyon de Castro. Poucos mais do que os naturopatas eram os médicos adeptos da medicina natural. Foi o caso de Amílcar de Sousa, nome maior da saúde natural portuguesa no primeiro terço do século XX e de Adriano de Oliveira, o médico naturista mais representativo do último terço. Outros nomes, estrangeiros, visitaram o nosso país. De todos esses, é indispensável destacar o espanhol José de Castro, que cá passava temporadas alojado numa pensão naturista da Rua da Palma (em Lisboa) e cá chegou a ter consultório.

Devido ao enorme fechamento político, cultural e social do nosso país, nunca foi possível o estabelecimento de ensino. Indiveri Colucci manifestou repetidas vezes a disponibilidade para financiar uma escola, mas a sociedade portuguesa não estava madura para tal. Daí que (em termos numéricos) tenham sido alguns raros médicos desalinhados com a sua poderosa Ordem a, ao longo dos primeiros três quartos do século, manter acesa a chama da clínica em medicina natural, inspirados na obra de Paul Carton e outros. Adriano de Oliveira falou-me repetidamente no movimento internacional Neo-Hipocrático, ao qual ele aderira com entusiasmo.

 

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