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SPN, o primeiro século da nossa vida PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Carlos Ventura   
Domingo, 11 Novembro 2012 22:57

revista VIDA SÃ, Editorial 2012 outubro                                                           O PRIMEIRO SÉCULO DA NOSSA VIDA

Hoje, um século depois do seu nascimento, a SPN vive numa sociedade que tem também a sua marca de água.

É certo que Portugal e o mundo de há cem anos eram radicalmente diferentes dos de hoje. Mas será bom não esquecer que todas as mudanças que ocorreram tiveram agentes de mudança, dinamizadores sociais, resistentes, reformadores e revolucionários… sem os quais Portugal e o mundo não seriam o que são hoje. Foram eles que sonharam o futuro e o desejaram tanto que o puseram em prática e o viveram antes de ele ter acontecido para os outros. Foi esta a fibra dos homens e mulheres que fundaram, construíram, dirigiram e mantiveram viva a Sociedade Portuguesa de Naturalogia desde 1912 até 2012.

Cem anos de sonhos reais e realizados. Cem anos de certezas e dúvidas, erros e aprendizagens, desilusões e alegrias. Cem anos de afirmação de princípios, de coerência entre o que se afirma e o que se vive; de eficácia na difusão daquilo em que se acredita. Qual semeador incansável que, mesmo quando a terra é adversa e o clima inóspito continua o seu labor, a SPN persistiu sem nunca desistir ou soçobrar. Provavelmente a década mais difícil terá sido a de cinquenta, a meio do século XX. Após a II Grande Guerra, que trouxe a Lisboa um cosmopolitismo inusitado, os anos cinquenta deixaram Portugal a viver numa ressaca sem o boom económico que a Europa viveu então. Mas a SPN sobreviveu, transportando a bandeira do natural para os anos sessenta que prepararam a libertação da década de setenta.

De década em década, de geração em geração a SPN germinou dentro de si própria a continuação do sonho e a realização do projecto de um mundo melhor, mais saudável e mais justo. Mas este é só o primeiro século da nossa vida.

Agora a sociedade portuguesa e o mundo enfrentam desafios muito mais globais, muito mais profundos e muito mais radicais do que antes. O passado honra-nos e é um património de saber e de sabedoria acumulados de valor inestimável. Tudo isso nos prepara para os desafios de hoje e de amanhã. Agora como sempre, é o futuro que nos chama. Saibamos ser capazes de, dentro de cem anos, comemorar com igual honra os nossos dois séculos de vida.

Carlos Campos Ventura

-Presidente da Sociedade Portuguesa de Naturalogia-

 

atualizado em Quinta, 15 Novembro 2012 22:51
 

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