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Ecologia não é só teoria PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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FracoBom 
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 02 Junho 2008 21:10

in revista Natural BeijaFlor
2005 março
Poder sem poder

          Nos anos setenta ainda havia um rio não poluído em França. Então uma indústria decidiu instalar-se na sua margem. Quando este perigo foi denunciado todos, inclusivamente as autoridades, concordaram que o único rio francês ainda não poluído não poderia seguir o caminho dos outros. Passaram-se semanas e as conclusões foram que os processos administrativos e legais tinham corrido e que não podia voltar-se atrás. Em resumo: todos queriam evitar a poluição daquele rio mas ninguém foi capaz de travar aquele processo. E foi assim que deixou de haver qualquer rio não poluído em França. Esta velha história voltou-me à memória quando há pouco li estas reflexões de Carrilho da Graça: "Pinto Balsemão, que abandonou o poder sem que nunca se tenha conseguido perceber do exterior qual a razão porque saía. Mais tarde, Cavaco teve grandes constrangimentos. Assim aconteceu quase o mesmo com António Guterres. Durão Barroso também poderia ter passado por uma situação parecida se não tivesse saído antes. Os políticos começam com um grande entusiasmo, mas passados alguns anos verificam que há forças mais poderosas que não lhes permitem agir". Pois é. 

Ecologia não é só teoria

           Segundo cálculos credíveis haverá, entre ervanárias, lojas de produtos naturais e secções em supermercados, pelo menos um milhar de postos de venda de produtos naturais em Portugal. E depois ainda há as empresas que produzem, distribuem, importam, exportam... Este sector nasceu e cresceu conjuntamente com as preocupações ecológicas e alguns dos seus dinamizadores foram responsáveis pelos primeiros alertas com eco na sociedade acerca dos perigos da poluição. Porém, hoje em dia há passos que estas empresas devem dar para honrar as tradições dos seus precursores. Será que as empresas distribuidoras planeiam as suas embalagens baseando-as em vidro e cartão preferencialmente a plástico? Será que os restaurantes e as lojas separam os lixos e os depositam nos ecopontos? E já agora, os restaurantes bem que poderiam vender água em garrafas de vidro e não de plástico.

 

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