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Yin-yang PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Carlos Ventura   
Sexta, 22 Maio 2009 16:26
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in revista Natural BeijaFlor  2009 abril

SINAIS DOS MEUS TEMPOS


Yin yang


Oshawa foi o japonês que definiu como objectivo estratégico trazer a macrobiótica do Japão para o mundo. Fez uma tentativa pessoal e frustrada nos anos trinta, e acabou por o conseguir após a II Grande Guerra, quando o Japão foi obrigado a abrir-se e muitos japoneses jovens (entre os quais discípulos seus) se deslocaram para outros países. Entretanto, a medicina tradicional chinesa, coreana e em geral oriental, tiveram uma fortíssima divulgação e muita gente se familiarizou com a sua filosofia. Mas é verdade que foram principalmente Oshawa e os entusiastas pela macrobiótica os grandes responsáveis pela divulgação do yjn yang no Ocidente. Oswava chamava ao yin yang os “óculos mágicos”. Porquê?

O yin yang é o alicerce da cosmogonia oriental e baseia-se na realidade relativa da vida, composta da complementaridade de contrários. Estes estão permanentemente diante de nós, dentro de nós, lidamos com eles a cada momento das nossas vidas e permitem-nos que aprendamos com eles a interpretá-los e a compreender como os processos da vida se desenrolam no nosso planeta e para além dele. Exemplos de yin yang são o feminino e o masculino, a noite e o dia, o frio e o calor, o macio e do duro, a simpatia e a agressividade, a periferia e o centro, o Inverno e o Verão, a imobilidade e o movimento, a flora e a fauna, o verde e o vermelho, o exterior e o interior, a água e o fogo, a lua e a Terra, a dispersão e a concentração, o alto e o baixo, o choro e o riso, a velhice e a juventude, a madeira e a pedra, a inteligência e a força, a sensibilidade e a brutalidade, a escuridão e a luz, o fluido e o sólido, o yoga e o boxe, a aldeia e a cidade, o rectângulo e o quadrado, o camponês e o operário, o rio e o mar, o sorriso e a raiva, o intestino e pulmão, o peito e as costas, a mão e o pé, a energia e a matéria, o espaço e a Terra, o descanso e o trabalho, o vinho e o pão, a água e o sal, a lua e o sol, o desânimo e a vontade, a esterilidade e a fecundidade, a morte e a vida…

Durante bem quinze anos, o jogo fascinante do yin yang ocupou-me, quase poderei dizer, as vinte e quatro de cada dia. Cada fenómeno, cada acontecimento, cada facto, tudo o que me acontecia, que eu sentia, via, fazia, pensava, comia… era traduzido em termos de yin yang. Este treino é utilíssimo para diagnosticar e compreender o indivíduo. Também o é para identificar os alimentos, os remédios naturais ou o tipo de actividade que lhe convêm. Mas não só. O estudo do yin yang é, mais que tudo, um instrumento de auto-conhecimento e de conhecimento da natureza e do que nos rodeia. Ele é, recordando Oshawa, os óculos mágicos que nos permitem ver com mais cor, profundidade, relevo, dimensão e dinâmica à vida à nossa volta e dentro de nós.

*Naturólogo. Dá consultas de naturopatia na Espiral. É Director Executivo do Instituto Hipócrates de Ensino e Ciência ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript ativado para o visualizar ).

 

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