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Na Madeira e em África PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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FracoBom 
Escrito por Carlos Ventura   
Terça, 13 Maio 2008 18:14

in revista Natural Beija-Flor
2004 dezembro

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Nas Serras

          Na Madeira tive oportunidade de conhecer o Padre Rui de Sousa que numa aldeia, anónimo entre as serras, faz um trabalho que me tocou. Quando lá cheguei fui recebido por um fantástico odor de cidra. Ao lado da igreja, uma prensa artesanal construída recentemente com um grosso tronco de cerca de oito metros de comprimento, espremia sumo das maçãs dos camponeses das redondezas e que depois de engarrafado no local é vendido, impedindo assim que a fruta lhes apodreça sem proveito. Para além da sua acção pastoral, o Padre Rui mantém também um horto de plantas medicinais e aromáticas que, não sendo ainda certificado, é cultivado sem químicos. Trouxe algumas dessas plantas e estou a gostar delas. É bom saber que continua a haver pessoas assim, que dinamizam comunidades, mantêm projectos e teimosamente persistem. Se passarem pela Calheta vão até à aldeia dos Prazeres. O Padre Rui vai gostar da vossa visita.

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Todo o Mundo e Ninguém

          Vivemos numa sociedade de abundância que nos faz esquecer que no mundo há hoje cada vez mais fome. Os mecanismos de mercado arruinam economias tradicionais, empurrando para a fome, em poucos meses, milhões de pessoas que vêem desaparecer modos de vida que asseguraram a subsistência a sucessivas gerações ao longo de centenas ou até milhares de anos. Estes são os deserdados da Humanidade, os arredados do Mundo, os condenados ao desenraizamento porque lhes retiraram a vida que tinham e nunca conseguirão manipular os mecanismos dos senhores da Terra. A África é o deserto onde pululam todos os demónios: a fome, a SIDA, a corrupção, a guerra, as ditaduras, as secas, as inundações, a pobreza... A África Negra continua longe de dobrar o seu cabo das tormentas.

 

 

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