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Alimentos - quando os ingerir PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Carlos Ventura   
Sexta, 25 Maio 2012 10:01
in revista "O segredo da Terra" 2012 maio                                                    ALIMENTOS – QUANDO OS INGERIR

Carlos Campos Ventura*

Sempre que se fala de alimentação, o tema centra-se na escolha dos grupos de alimentos e até, mais exatamente, na escolha dos alimentos ideais; na qualidade desses alimentos; na quantidade ou percentagem em que devem ser ingeridos, como devem ser cozinhados ou preparados… Sem questionar a importância desses tópicos (sobre os quais já tenho abundantemente falado e escrito), focaremos hoje, brevemente, outros.

Água- Há opiniões opostas quanto ao momento de ingerir água. Há quem defenda que beber durante as refeições permite que os nutrientes, misturados com a água, sejam melhor absorvidos e o bolo fecal se forme mais facilmente. Outros, pelo contrário, defendem que a água com as refeições prejudica a digestão. Esta é a posição tradicionalmente adoptada pelos meios da alimentação natural, recomendando portanto que a água deve ser bebida fora das refeições. Em qualquer dos casos, as vantagens são óbvias se a água for morna/quente e não fria. Experimente, nomeadamente, beber um copo de água morna em jejum e verá como esta simples medida ajuda o funcionamento intestinal, tendo também uma ação desintoxicante. Quando se fala de água, o mesmo é válido para um chá ou tisana (que, claro, deve ser adaptada às necessidades da pessoa que a toma). Outra regra geral é que à noite ou antes de deitar, qualquer líquido (uns mais que outros) pode ter o inconveniente de aumentar a diurese, o que pode levar a que se acorde a meio da noite para urinar.

Vinho ou cerveja- Quando se consome, deve ser só à refeição, quer dizer, acompanhado de alimentos proteicos.

Sopa- A maior parte das pessoas acha que se deve comer a sopa às refeições, de preferência logo no início. É uma convenção baseada no bom senso e que faz sentido. De facto, a ingestão da sopa – um alimento quente e com bastante líquido – prepara o estômago para os outros alimentos sólidos, facilitando a digestão do conjunto dos alimentos. Mas a sopa tem tipicamente muitos legumes e até com certa frequência alguma leguminosa e algum cereal. Ou seja, tudo alimentos com fibra. Se comermos portanto a sopa no início da refeição, o estômago já recebeu uma quantidade apreciável de alimentos líquidos e ricos em fibra, o que lhe dá uma sensação de saciedade, permitindo-lhe sentir menos apetite e necessidade de alimentos que poderão ser demasiado ricos em proteínas e gorduras.

Em resumo, comer sopa logo no início do almoço ou/e do jantar é uma excelente maneira de controlar o apetite, comendo menos alimentos nocivos e que engordam. Já agora, os intestinos também agradecem. Quem come sopa diariamente tem muito menos probabilidades de sofrer de prisão de ventre. Mas há quem prefira começar o dia comendo sopa ao pequeno-almoço. Isto pode parecer-nos hoje estranho, mas principalmente nos campos era normal até há poucas dezenas de anos. Na realidade, é um bom alimento para quebrar o jejum que o organismo fez ao longo das várias horas que decorreram desde o jantar e durante o sono – é um alimento que não deve ter muita gordura (e quando a tem deve ser não saturada) e, como já vimos, é quente e rico em nutrientes.

Fruta- Apesar de a maior parte das pessoas ingerir a fruta ao fim da refeição, há quem a prefira no início. Entre estas duas hipóteses, é de facto preferível no início. Os ácidos da fruta estimulam os sucos gástricos, que assim exercerão melhor a sua função. A fruta logo de início estimula contudo o apetite, o que nem toda a gente desejará… A melhor solução é comê-la entre as refeições, a meio da manhã ou da tarde. Para quem tem fome à noite, este é o snack ideal. Com uma ou duas peças de fruta evitará assim, a qualquer hora, abaixamento de açúcar no sangue, ao mesmo tempo que ingere boa qualidade de nutrientes como vitaminas, minerais e enzimas.

Refeição- A melhor sequência para os grupos alimentares numa refeição será começar pelos alimentos mais sólidos ou mais salgados, consumindo tendencialmente mais para o fim os alimentos mais macios e menos salgados. Isto, claro, indo alternando-os: uma garfada de alimento animal (se o houver), uma de cereal, uma de leguminosa (se a houver), uma de legumes, uma de salada, e indo repetindo este ciclo.

*Director do Instituto Hipócrates de Ensino e Ciência www.institutohipocrates.pt - Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript ativado para o visualizar
 

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