Eventos

Entrada Artigos Ecologia Pesadelo de uma Noite de Verão
Pesadelo de uma Noite de Verão Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - Ecologia
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 09 Junho 2008 20:49

in revista Natural BeijaFlor
2005 outubro

          Era Verão, ia na estrada conduzindo no sul do país, quando ao ligar o rádio ouvi uma notícia incongruente que relatava uma catástrofe nos Estados Unidos. Mortos, muitos milhares de desalojados, inundações, destruição generalizada, pânico, caos nas estruturas de ajuda, bandos armados pilhando, violando e matando, o exército nas ruas... A notícia era obviamente impossível. Ou seria verdade?! Mas quando a seguir ouvi o locutor dizer que a Venezuela, o Sri Lanka e Cuba já tinham oferecido ajuda médica e humanitária aos Estados Unidos, decidi que aquilo só podia ser uma peça inventada, provavelmente inspirada na "Guerra dos Mundos", que agora é filme mas foi guião para Orson Wells fazer uma peça radiofónica que lançou o pânico na América e o tornou famoso instantaneamente. Eu nem sabia que estação de rádio era aquela, mas não ia perder tempo com aquele "divertimento de verão", portanto procurei a TSF para ouvir notícias a sério. E foi aí que eu percebi que afinal o impossível estava a acontecer, a realidade substituíra a ficção e o pesadelo era real. Os dias seguintes iriam confirmar esta guerra das águas. Os tornados e os furacões estão hoje mais potentes e frequentes por causa do aquecimento global e desta vez os ventos foram mais fortes que os diques (dias depois, três furacões estiveram bem mais perto de nós, abatendo-se sobre Barcelona). Mas, apesar de tudo, na Europa não teria havido o caos dos grupos armados a tomar conta das ruas. Isso só foi possível pelo acesso fácil e generalizado às armas. Há um mês eu falava de "A Guerra dos Mundos" e de como no filme os extra-terrestres dizimam o bairro operário, deixando incólume a zona abastada. Num remake sinistro e sem efeitos especiais, a Luisiana foi devastada por tornados que atingiram basicamente bairros pobres, como foi claro nas repetidas reportagens.

Não quero dizer que seja por isso mas o que é verdade é que, apesar do indescritível sofrimento de tantas pessoas e das extensas áreas afectadas, não é previsível que os E.U. alterem a sua política de ataque aos objectivos de Quioto ou limitem a venda livre das armas de fogo. 

 

Subscreva Newsletter

Medicinas Não Convencionais


Receber em HTML?