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Nuclear? Não, obrigado! Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - Ecologia
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 09 Junho 2008 20:38

in revista Natural BeijaFlor
2005 setembro

          Já era época de exames e fazia muito calor, tempo de mais tempo para almoço. Na universidade onde lecciono dois colegas tiveram esta conversa à minha frente. Dizia um: o nuclear é inevitável. Dizia o outro: sou contra, mas se tiver mesmo que ser, então que seja lá ao pé da fronteira e de um rio que corra para Espanha, para retribuir o que os espanhóis nos fazem a nós... Mas porquê esta conversa? Pois é, cá está ele outra vez. Portugal conseguiu, após anos de fortes movimentações populares nos anos setenta (lembram-se de Ferrel?), manter-se incólume às investidas do lóbi nuclear. Mas o dinheiro fala mais alto e eis que agora um grupo de investidores (que investem dinheiro, influência, pressões aos mais diversos níveis) vem garantir que eles pagam tudo e o Estado não precisa de investir nada. Pois não. Eles ganham durante 60 anos (é o tempo de duração de uma central nuclear) e depois disso os portugueses (e os espanhóis, caso a piada do meu colega se cumprisse) colhem centenas de milhares de anos de resíduos altamente radioactivos. É verdade que é um grande negócio. Quando Bélgica, Alemanha, Holanda, Suécia, França ou Inglaterra já decidiram que construir centrais nucleares não é opção, em Portugal querem servir-nos a receita requentada que já provocou indigestões a outros. Quando, ainda por cima, o nosso país tem condições ideais para as energias renováveis - e não as aproveita, estando atrasado no plano de cumprimento dos prazos para a sua instalação, tendo multas pesadas a pagar se de facto os não cumprir! E é assim. Em vez de potenciar o bom que herdámos, conjecturamos em arruinar o pouco que temos. Alegremente. Pobretes mas alegretes, como dizia a minha avó.

 

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