Eventos

Entrada Artigos Deontologia Hipócrates, Nascimento e Actualidade da Deontologia
Hipócrates, Nascimento e Actualidade da Deontologia Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - Deontologia
Escrito por Carlos Ventura   
Quarta, 02 Julho 2008 20:54
in revista Natural BeijaFlor
2007 setembro

HIPÓCRATES, NASCIMENTO E ACTUALIDADE DA DEONTOLOGIA

Todas as sociedades humanas têm a sua moral, os seus códigos internos, as suas regras, as suas leis, sejam elas escritas ou não. Isso é inerente ao de relacionamento gregário ser humano.

A moral que enforma a sociedade Ocidental teve a sua base na Grécia Antiga. Como bem diz Kenneth Walker na sua Histoire de la Médecine (trad. francesa na col. Marabout Université, ed. Gérard & Cª), "Nunca, na História do mundo, tantos homens de génio viveram num tão breve espaço de tempo e de lugares, como nesse pequeno país da Grécia, ao longo do Vº século antes de Cristo. A idade de ouro da Grécia não é só a de Péricles, grande homem de Estado, que mereceu bem dar o seu nome ao século mais brilhante da sua pátria, mas também a de Sófocles, Eurípedes, Aristófane, Sócrates, Platão, Heródoto, Tucídides e Hipócrates." No governo da República, nas artes, na filosofia, na moral, no conhecimento dos astros, da natureza, do Homem, esta plêiade operou o parto da Europa, fazendo-a emergir do caldo mediterrânico do Médio Oriente sumério, babilónico, egípcio... E também autonomizando-a da sua mãe remota, a civilização indiana.

Hipócrates codificou o comportamento do profissional de saúde. E com tal coerência o fez que hoje, dois mil e quatrocentos anos depois, o Juramento de Hipócrates continua oportuno e fulcral. Foi revolucionário e seminal, epistemologicamente, culturalmente e socialmente. Quando ele expressa pela primeira vez o preceito do sigilo: "Seja o que for que veja ou ouça na sociedade, durante o exercício da minha profissão ou mesmo fora dele, calarei aquilo que não precisa ser divulgado, considerando a discrição como um dever em casos semelhantes", torna-se claro que se trata da obrigação de respeitar um direito inerente à condição do doente/cliente. Mas é não só um comportamento isolado nas horas de exercício profissional - é também uma atitude de vida e perante a sociedade como um todo. Quando diz: "Dirigirei o regime dos doentes em seu benefício, na medida das minhas forças e de acordo com o meu julgamento, abstendo-me de toda a espécie de mal e de injustiça.", posiciona-se (dentro dos condicionamentos culturais e sociais dessa época remota) perante o ser humano sem distinções de condições, raças ou sexos.

O que Hipócrates preconizou então continua a fazer sentido - e em muitos casos falta ainda pôr em prática!

 

Subscreva Newsletter

Medicinas Não Convencionais


Receber em HTML?