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Trinta anos de saúde natural e João Santos Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - História
Escrito por Carlos Ventura   
Segunda, 02 Junho 2008 21:02

2005 março

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Trinta anos de saúde natural

          No dia 19 de Março de 1975 entrei no restaurante da Unimave pela primeira vez, foi-me explicado pelo Afonso Cautela e pelo Vítor Quelhas o que devia comer e comi lá. Eu andava doente, mas disseram-me que com a macrobiótica ia ficar bom com certeza. A fé era muita, porém tenho a certeza que hoje nenhum de nós três recomendaria aquela dieta que nós achávamos boa há trinta anos... Na verdade, em todo este tempo muito foi aprendido e portanto melhorado na dieta macrobiótica. Principalmente porque passados poucos meses, ainda nesse ano, Michio Kushi veio pela primeira vez à Europa e a Portugal (aproveitei para ter uma consulta com ele) e a sua vinda provocou uma revolução na forma de organizar as nossas dietas macrobióticas. O carisma de Michio cativou todos e deu o impulso decisivo para o crescimento da Macrobiótica em Portugal. Apesar de trinta anos serem uma vida, parece que foi ontem.

João Santos morreu aos noventa anos

          João Santos foi uma das figuras mais marcantes da saúde natural em Portugal. Fundador da Diese, que vendeu há poucos anos, iniciou com esse projecto o que é hoje o mercado dos produtos naturais no nosso país. Foi ele que começou a importar de forma sistemática, organizada e criteriosa suplementos e alimentos dietéticos. Ele foi um profundo estudioso da alimentação (que então era designada como "racional") mas não se ficou pela teoria, pelo contrário. Pô-la em prática e viveu uma vida longa que só há dois anos sofreu um golpe duro com um acidente vascular de que ainda conseguiu recuperar em boa parte. Foi também um desportista emérito no seu clube de sempre - o Benfica, de que chegou a ser um presidente respeitado e que sob a sua presidência levou em três anos a duas finais da Europa. Era um conversador fascinante e eu tive a felicidade de usufruir de longas horas de cavaqueira em que ele desfiava as suas recordações e ideias. Em 1998 presidi ao júri que lhe atribuiu o Prémio Hipócrates Companheiro de Hipócrates. Viveu de pé e nunca passou despercebido, tendo deixado em Portugal a sua marca e em nós a saudade. Vidas assim valem a pena.

 

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