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Vegetarianismos e Macrobiótica Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - Alimentação
Escrito por Carlos Ventura   
Domingo, 27 Julho 2008 23:11
in revista Naural BeijaFlor
2008 agosto
VEGETARIANISMOS E MACROBIÓTICA
As vertentes clássicas e mais importantes da alimentação natural, assim como os movimentos de vida natural aparecem no século XIX.

Vegetarianismo: nasce no século XIX, como parte integrante do movimento naturista que nessa altura se afirma no Ocidente, a partir da Alemanha, mas também em outros países europeus. O vegetarianismo nasce muito por influência do pensamento, filosofia e religiões do sub-continente indiano, que nessa época inspiravam certas camadas da intelectualidade europeia. Na verdade, o vegetarianismo é praticado desde há séculos na Índia, nomeadamente pelas castas e classes mais elevadas. É interessante verificar que o vegetarianismo como que transporta nele, desde o princípio até hoje, a multiplicidade inerente à pátria que o inspirou - onde as religiões, as filosofias, as visões do mundo, as castas, as raças... são variadas e convivem numa diversidade surpreendente.

Assim, também não há só um vegetarianismo, mas vários que ao longo dos séculos XIX, XX e até hoje se têm revezado - ora um, ora outro - como tendo mais projecção. As principais tendências são o lacto-ovo-vegetarianismo (a mais divulgada, praticada e transversal), as suas derivações lacto-vegetarianismo e ovo-vegetarianismo, e o vegetalismo ou veganismo (que recusa não só os alimentos animais como os seus derivados). Há outras tendências que pontualmente se manifestam, mas com expressão extremamente minoritária, como por exemplo o crudivorismo.

Mas há algo que é comum a todas as suas vertentes: o vegetarianismo afirma-se como prática de não causar dano aos animais, antes pelo contrário, dedicando-lhes amor e respeitando-os, tendo inclusivamente os seus activistas estado na linha da frente das associações de defesa dos animais. Deve portando apontar-se que o vegetarianismo tem como principal característica ser uma opção ética e não uma opção de saúde. É claro que, ao longo do tempo, tem havido estudos e acertos, dentro do movimento, que organizam a dieta de forma a que quem a pratique conscientemente (o que infelizmente não é o caso da esmagadora maioria) não caia em erros grosseiros nem em estados críticos de doença. Porém, em última análise, o que justifica que alguém recuse comer carne e peixe ou qualquer animal, é ética e não dietética.

Macrobiótica: também este movimento nasceu no século XIX, e também foi profundamente determinado por uma dieta asiática, neste caso a japonesa. Neste caso, foi um médico militar japonês que, desenganado e condenado pelos seus colegas por uma grave doença que o atingia, optou por, em desespero de causa, experimentar a alimentação e a medicina tradicional japonesa. Enquanto que, portanto, o vegetarianismo se constrói excluindo qualquer carne ou peixe, a macrobiótica, pelo contrário, inclui e recomenda o peixe mas, por sua vez, exclui os lacticínios (desconhecidos na dieta tradicional japonesa) e só excepcionalmente aceita ovos. Na macrobiótica, a motivação principal do seu criador continua presente até agora: procura a saúde e, muito influenciada pelo budismo zen, tem uma moral fascinante mas flexível que não impõe limitações rígidas.

 

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