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O Cru e o Cozido Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - Alimentação
Escrito por Carlos Ventura   
Quarta, 02 Julho 2008 13:56
in Natural BeijaFlor
2006 jan
O Cru e o Cozido
Nos anos trinta do século XX foram publicados vários livrinhos com receitas assinadas por Rosa Maria que, naqueles tempos discretos, nunca se deu a conhecer e que até hoje ninguém sabe quem foi, sendo aquele nome possivelmente um pseudónimo. Isso não impediu que esses cadernos tenham tido enorme divulgação e múltiplas reimpressões ao longo de dezenas de anos. Leio num deles esta receita de "Sopa de Creme": azeite, flocos de aveia, nabiças. Em água temperada com sal e azeite deitam-se, para engrossar, flocos de aveia, deixando cozer por duas horas, temperando a gosto. Para lhe dar mais graça, juntam-se algumas nabiças partidas em bocados pequenos.

Alguns dos que me lêem talvez se espantem por encontrar uma receita desse tempo com flocos, julgando que só agora, com a moda das dietas, eles passaram a ser conhecidos. Espantar-se-ão ainda mais por uns simples flocos cozerem duas horas, já que hoje em dia a maioria dos consumidores os coze poucos minutos ou até os come crus, postos no iogurte ou no leite. Mas este procedimento corrente actual é incorrecto, porque só uma cozedura correcta permite amaciar a fibra e neutralizar o efeito do ácido fítico. É verdade que os flocos não precisam de cozer duas horas, mas melhor isso do que serem comidos crus ou insuficientemente cozidos. Recomendo uma cozedura de vinte minutos, mas se for mais longa não se perde nada, assim como se, antes, os pusermos de molho. Agora já podem experimentar a sopa da misteriosa Rosa Maria, mas não vão conseguir comê-la pelo preço que a autora calculou há sete décadas: 90 centavos (menos de um escudo!)... Menos de meio cêntimo na moeda actual...

 

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