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Luísa Schmidt, Televisão e Auto-estradas Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - Naturopatia
Escrito por Carlos Ventura   
Terça, 13 Maio 2008 17:37

in revista Natural Beija-Flor
2004 novembro

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Luísa Schmidt  

          Luísa Schmidt tem desde há já um considerável número de anos insistido em não deixar que permaneçam ignorados e sejam escondidos para baixo do tapete os problemas e as malfeitorias que têm degradado o ambiente neste país que às vezes nem parece que é nosso. Os artigos que não desiste de publicar e os programas que recentemente promoveu na televisão fazendo o ponto do ambiente (e do mau ambiente) em Portugal lembram-nos a sua condição de maratonista destas causas.

ou

Menos

Sozinhos em casa (com a TV)

          A sociedade tem cada vez menos tempo para as crianças. Os pais saem de manhã e voltam à noite e este problema é particularmente sentido em Portugal, onde se trabalha mais horas que a média europeia (apesar de se ganhar muito menos, com reconhecidos efeitos de frustração) e detem maior percentagem de mulheres que trabalham fora de casa. A desagregação das famílias é fenómeno geral, o que significa que as crianças já estão longe dos avós e demais parentes e portanto quando os pais não estão, os miúdos estão mesmo... sozinhos em casa. Mas na casa vazia há sempre um companheiro à disposição, apelativo, variado, insinuante e sobretudo que não exige nada, não impõe nada e que à distância de uma pressão no comando oferece um leque de escolhas. Nós estamos a perder a guerra contra este "companheiro" anestesiante que nós próprios comprámos e puzemos à frente dos nossos filhos. Mas não somos só nós a perder - é também a leitura. Os pais e os livros têm em comum convidarem à atenção, à dedicação, ou seja, o contrário da televisão, que oferece facilidade, consumo e (ouvi dizer) quintas de animais que falam e (talvez por isso) são celebridades.

Pela estrada fora

          Viajar de carro em Portugal vem sendo cada vez mais passar directamente de uma cidade para outra através de uma auto-estrada pela qual se foi depressa e ao fim da qual se gastou muito em portagens e em combustível. Agora, o anunciado pagamento nas SCUD será uma boa oportunidade para pensar um pouco acerca das outras estradas que parece que deixaram de existir. Uma queixa recorrente dos estrangeiros que nos visitam é a deficiente sinalização nas nossas estradas. Eu tenho por hábito tentar (é o termo) chegar aos meus destinos através de estradas nacionais ou outras mas verifico que às vezes a (falta de) sinalização é tão desesperante que não tenho outra solução que não seja optar por troços de auto-estrada. As regiões, cidades, vilas e aldeias terão tudo a ganhar se investirem fortemente em boas sinalizações, incentivando-nos assim a descobri-las e visitá-las, escolhendo vias que as atravessem em vez de voarmos para o nosso destino sem passarmos por elas, sem as ver ou até sem saber que existem.

atualizado em Segunda, 02 Junho 2008 13:45
 

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