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O Que É Uma Consulta de Naturopatia e Fitoterapia Versão para impressão Enviar por E-mail
Medicinas Não Convencionais - Corpo Teórico
Escrito por Carlos Ventura   
Quarta, 02 Julho 2008 21:00
in revista Natural BeijaFlor
2007 outubro

O QUE É UMA CONSULTA DE NATUROPATIA E FITOTERAPIA

Os conteúdos de uma consulta de naturopatia e de fitoterapia clássicas começam por visar uma compreensão global da pessoa em questão. Esta compreensão é conseguida através de métodos de diagnóstico, o primeiro dos quais é a entrevista. Nesta primeira parte da consulta, dá-se a recolha de dados do cliente, por um lado para perceber o motivo da consulta, o que inclui a situação presente (ou seja, a condição) do cliente e por outro lado os seus antecedentes clínicos e o historial.

O naturopata e o fitoterapeuta são bons ouvintes - sabem ouvir e relacionar a história clínica, as queixas actuais e todos os cambiantes e pormenores. Neste diálogo, que com frequência é predominantemente monólogo, o doente expõe a sua história de doenças, mas fala também de outros aspectos da sua vida.

Cabe ao naturopata/fitoterapeuta recolher estas informações, organizá-los e dar-lhes sentido. Para completar este trabalho, ele porá ao cliente questões acerca da alimentação, estilo de vida, medicação e suplementação tomadas, dados familiares e outras que julgar oportunas.

Todos estes dados são completados pela observação da forma como o cliente se move, fala, do aspecto da pele, do cabelo, das unhas e dos dentes, e da sua constituição.

Baseada na primeira parte da consulta, a segunda parte estabelece o caminho a seguir: correcção de hábitos alimentares e de vida, prescrição de suplementos alimentares ou tratamentos complementares (hidroterapia, massagens, etc.). De tudo isto é explicada a razão ao cliente, fazendo dele o agente principal e activo da sua saúde, como é, aliás, o agente principal da respectiva doença.

Há alguns anos, num núcleo de História da Medicina de que fui um dos fundadores, tivemos um conferencista que lembrou o que um seu velho professor da Faculdade de Medicina lhes repetia nas aulas: "se vocês, no diálogo com o doente, não tiverem chegado a 90% do diagnóstico, já lá não chegam". Não posso estar mais de acordo. Se naquela longa conversa com o cliente não conseguirmos formar a compreensão global do estado e dos desequilíbrios daquele indivíduo, não há análises e exames tecnológicos que nos valham. Eles até podem servir-nos para tratar sintomaticamente, mas a compreensão não está lá. Estes são de facto muito úteis - para confirmar, precisar e estabelecer nuances na avaliação baseada no contacto directo e presencial do cliente.

Uma primeira consulta de naturopatia dificilmente dura menos de uma hora, tempo indispensável para que o processo descrito acima se complete.

 

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